FREUD NA TEORIA DAS EMOÇÕES DE VIGOTSKI?
algumas dúvidas quanto a tal possibilidade
Achilles Delari Junior
“A psicanálise mostra suas tendências
profundamente estáticas e não dinâmicas,
conservadoras, anti-dialéticas e anti-históricas.”
— L. S. Vigotski (1927/1991, p. 299)
profundamente estáticas e não dinâmicas,
conservadoras, anti-dialéticas e anti-históricas.”
— L. S. Vigotski (1927/1991, p. 299)
Este texto é uma versão ampliada de uma postagem que fiz na lista XMCA (eXtended Mind, Culture and Activity) do LCHC (Laboratory of Comparative Human Cognition), na madrugada do dia 02 de dezembro de 2009. Tal postagem referia-se a que, num tópico “sobre emoções” (about emotions), fora feita menção à idéia de Vigotski ser simpático a Freud, por conta de sua abordagem “histórica” ao ser humano. O que talvez se pautasse numa noção de “história” como percurso cíclico da vida mental individual, no qual o ser humano passa por diferentes fases psicossexuais e/ou as repete – na visão do psicanalista. Contudo, como disse naquele fórum, tenho algumas dúvidas iniciais quanto ao papel que Freud poderia ocupar na “teoria das emoções” de Vigotski. As quais desejo partilhar com o leitor, solicitando sua réplica crítica para aprofundarmos o tema. Tais dúvidas, são reflexo e refração da minha própria trajetória de estudo dos dois autores, um deles (Freud) bastante lido e ensinado no curso de graduação em psicologia, em várias disciplinas obrigatórias, e outro (Vigotski) apropriado sempre parcialmente num percurso autodidata à revelia das instituições de ensino. O que, certamente, evidencia meus limites pessoais e históricos na formulação do problema e dá espaço às correções necessárias por parte do leitor com maior domínio da teoria histórico-cultural. Sendo assim, exporei primeiro os motivos dessa minha “desconfiança”, levantando indícios de profunda oposição teórica e metodológica de Vigotski frente a Freud (parte I). Num segundo momento, retomarei algumas áreas de contato entre os dois autores, as quais não mostram haver, mesmo assim, qualquer acordo metodológico central entre eles (parte II). Por último, retomarei posições de dois diferentes momentos históricos do próprio Vigotski quanto ao que ele mesmo pensava sobre ser ou não “histórica” a abordagem psicanalítica (parte III).
Não é impossível um diálogo póstumo entre estes autores que eles não tenham sugerido ou almejado em vida. Ligações inusitadas são possíveis e desejáveis, já que os significa-dos sociais para o que disseram não poderiam estar todos sob seu próprio domínio. A ré-plica social para suas palavras repercute no “grande tempo” e em diálogo elas nunca mor-rem. Mas vale lembrar, em primeiro lugar, que diálogo não é algo que façamos apenas quando desejamos concordar ou receber aprovação. Vigotski, por exemplo, mostra-se sempre atento aos seus oponentes intelectuais, bem mais do que estes à sua obra, mas nis-so, via de regra, procede por antítese e com ironia – seja “socrática” ou não. Em segundo lugar, já vêm sendo propostos vários “diálogos dos mortos” , críticos ou ingênuos, entre Vigotski e outros autores, desde os mais “questionados” (como entre Vigotski e Piaget) aos mais “consensuais” (como entre Vigotski e Bakhtin) – não havendo o que opor a tal prática. Seja como for, a questão aqui não é determinar, a qualquer custo, se a metafísica de Freud tem, objetivamente, algo a acrescentar à dialética de Vigotski ou não. Partamos do princípio de que se o desejo do pesquisador for criar convergências, nas condições históricas das ciências humanas hoje, sempre poderá realizá-lo, num quadro teórico auto-suficiente. Todavia, não me proponho a dar contraprova da possibilidade ou legitimidade de fusões ecléticas, mas apenas a explorar algo do que o psicólogo bielo-russo pensava sobre elas. Desta maneira, sendo o próprio pensamento vigotskiano o objeto de nossa cu-riosidade, o leitor não encontrará aqui uma revisão às obras de Freud, a qual pode obter em abundantes fontes de autoria de seus seguidores e/ou admiradores – em sua grande maioria, totalmente alheios às contribuições de Vigotski e do materialismo dialético.
Como disse a psicóloga social Lucília Reboredo: “para haver diálogo é preciso que haja diferença”. Acentuar diferenças é o modo que encontro aqui para evitar certa tendência a omitirmos nosso posicionamento ideológico no debate entre posturas epistemológicas dis-tintas, para não dizer antagônicas, já comum no eclético e conservador cenário dito pós-moderno – noite política e cultural, na qual todos os discursos são pardos.
Texto completo no 4Shared
Texto completo no 4Shared
Texto completo no 4Shared
REFERÊNCIAS
Não é impossível um diálogo póstumo entre estes autores que eles não tenham sugerido ou almejado em vida. Ligações inusitadas são possíveis e desejáveis, já que os significa-dos sociais para o que disseram não poderiam estar todos sob seu próprio domínio. A ré-plica social para suas palavras repercute no “grande tempo” e em diálogo elas nunca mor-rem. Mas vale lembrar, em primeiro lugar, que diálogo não é algo que façamos apenas quando desejamos concordar ou receber aprovação. Vigotski, por exemplo, mostra-se sempre atento aos seus oponentes intelectuais, bem mais do que estes à sua obra, mas nis-so, via de regra, procede por antítese e com ironia – seja “socrática” ou não. Em segundo lugar, já vêm sendo propostos vários “diálogos dos mortos” , críticos ou ingênuos, entre Vigotski e outros autores, desde os mais “questionados” (como entre Vigotski e Piaget) aos mais “consensuais” (como entre Vigotski e Bakhtin) – não havendo o que opor a tal prática. Seja como for, a questão aqui não é determinar, a qualquer custo, se a metafísica de Freud tem, objetivamente, algo a acrescentar à dialética de Vigotski ou não. Partamos do princípio de que se o desejo do pesquisador for criar convergências, nas condições históricas das ciências humanas hoje, sempre poderá realizá-lo, num quadro teórico auto-suficiente. Todavia, não me proponho a dar contraprova da possibilidade ou legitimidade de fusões ecléticas, mas apenas a explorar algo do que o psicólogo bielo-russo pensava sobre elas. Desta maneira, sendo o próprio pensamento vigotskiano o objeto de nossa cu-riosidade, o leitor não encontrará aqui uma revisão às obras de Freud, a qual pode obter em abundantes fontes de autoria de seus seguidores e/ou admiradores – em sua grande maioria, totalmente alheios às contribuições de Vigotski e do materialismo dialético.
Como disse a psicóloga social Lucília Reboredo: “para haver diálogo é preciso que haja diferença”. Acentuar diferenças é o modo que encontro aqui para evitar certa tendência a omitirmos nosso posicionamento ideológico no debate entre posturas epistemológicas dis-tintas, para não dizer antagônicas, já comum no eclético e conservador cenário dito pós-moderno – noite política e cultural, na qual todos os discursos são pardos.
PARTE I - ALGUMAS CENTRAIS POSIÇÕES ANTAGÔNICAS DE VIGOTSKI COM RELAÇÃO A FREUD
Texto completo no Scribd
Texto completo no 4Shared
1 - Em 1931-33 – "Teoria das emoções – um estudo histórico-psicológico”
(1.1) no capítulo 18, como um “discípulo involuntário de Descartes”;
(1.2) no capítulo 19, numa alusão alegórica a um chiste de uma paciente do primeiro.
2 - Em 1927 - "O significado histórico da crise da psicologia”
(2.1) a inconsistência de se tratar a obra de Freud como “monista” e/ou “materialista”;
(2.2) a presença de uma forte adesão de Freud a concepções metafísicas;
(2.3) a presença de um destacado reducionismo da psicanálise também no campo prático.
3 - Em 1925 – na “Psicologia da arte”
(3.1) o pan-sexualismo em psicanálise;
(3.2) o infantilismo em psicanálise;
(3.3) a interpretação energética em psicanálise.
(1.1) no capítulo 18, como um “discípulo involuntário de Descartes”;
(1.2) no capítulo 19, numa alusão alegórica a um chiste de uma paciente do primeiro.
2 - Em 1927 - "O significado histórico da crise da psicologia”
(2.1) a inconsistência de se tratar a obra de Freud como “monista” e/ou “materialista”;
(2.2) a presença de uma forte adesão de Freud a concepções metafísicas;
(2.3) a presença de um destacado reducionismo da psicanálise também no campo prático.
3 - Em 1925 – na “Psicologia da arte”
(3.1) o pan-sexualismo em psicanálise;
(3.2) o infantilismo em psicanálise;
(3.3) a interpretação energética em psicanálise.
PARTE II - ALGUMAS PERIFÉRICAS POSIÇÕES FAVORÁVEIS DE VIGOTSKI COM RELAÇÃO A FREUD
Texto completo no Scribd
Texto completo no 4Shared
PARTE III - A POSIÇÃO EXPLÍCITA DE VIGOTSKI QUANTO AO PENSAMENTO A-HISTÓRICO DE FREUD
Texto completo no Scribd
Texto completo no 4Shared
REFERÊNCIAS
ARISTÓTELES (1979) Poética. In: ______. Aristóteles. (Os Pensadores) São Paulo: Abril Cultural.
BAKHTIN, M. M. (1929/1997) Problemas da poética de Dostoievski. 3. ed. re-vista. Rio de Janeiro: Forense Universitária.
BOAL, A. (1975/1988) Teatro do oprimido: e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
BRANDÃO, J. (1992) Teatro grego: origem e evolução. São Paulo: Ars Poética.
BRUNER, J. S. (2005) Concepções da infância: Freud. Piaget, Vigotski. Trad.: Achilles Delari Junior. Mimeo. Piracicaba.
CHASIN, J. (1999) Ad hominem: rota e prospectiva de um projeto marxista. In: Ensaios Ad Hominem. N. 1. Tomo I – Marxismo. São Paulo: Estudos e Edições Ad Hominem.
DELARI JR. A. (2001) O problema da subjetivação numa abordagem histórico-cultural: anotações iniciais para um trabalho de revisão crítica.
DELARI JR., A. (2009a) Discípulos involuntários de Descartes: críticas de Vigotski a teorias dualistas das emoções. Mimeo. Umuarama. 7 p.
DELARI JR., A. (2009b) Vigotski e a prática do psicólogo: em percurso da psicologia geral à aplicada. Mimeo. Umuarama. 40 p.
DELARI JR., A.; BOBROVA PASSOS, Iu. V. (2009) Alguns sentidos da palavra “perejivanie” em L. S. Vigotski: notas para estudo futuro junto à psicologia russa. Mimeo. Umuarama/Ivanovo. 40 p.
FREUD, S. (1914/1978) A história do movimento psicanalítico. In: ______. Freud. (Os Pensadores). São Paulo: Abril Cultural.
FREUD, S. (1927/1978) O futuro de uma ilusão. In: ______. Freud. (Os Pensa-dores). São Paulo: Abril Cultural.
FREUD, S. (1938/1978) Esboço de psicanálise. In: ______. Freud. (Os Pensado-res). São Paulo: Abril Cultural.
KOZULIN, A. (1990) Vygotsky’s psychology: a biography of ideas. Cambridge: Harvard University Press.
LOPARIC, Z. (2001) Theodor Lipps: uma fonte esquecida do paradigma freudia-no. In: Natureza Humana 3(2): 315-331, jul.-dez. 2001.
LUCIANO (1998) Diálogo dos mortos. Brasília: Editora Universidade de Brasí-lia.
LURIA, A. R. (1925/2002) Psychoanalysis as a system of monistic psychology. In: Journal of Russian and East European Psychology, vol. 40, no. 1, January–February, 2002, pp. 26–53.
PUZIREI, A. A. (1989) Prefacio. In: LEONTIEV, A. N.; LURIA, A. R.; VI-GOTSKI, L. S. El proceso de formación de la psicología marxista. Moscú: Edi-torial Progresso.
RUBINSHTEIN, S. L. (1940/1967) Principios de psicología general. México: Grijalbo.
TORRES FILHO, R. R. (1980) Schopenhauer: vida e obra. In: SCHOPENHAUER, A. Schopenhauer. (Os Pensadores) São Paulo: Abril Cultural.
VALSINER, J.; VAN DER VEER, R. (1991/1996) Vygotsky: uma síntese. São Paulo: Loyola: Unimarco.
VERESOV, N. (1999) Undiscovered Vygotsky: etudes on the pre-history of cul-tural-historical psychology. Frankfur am Main, Berlin, Bern, Bruxelles, New York, Wien: Peter Lang.
VIGOTSKI, L. S. (1925/1999) Psicologia da arte. São Paulo: Martins Fontes.
VIGOTSKI, L. S. (1926/1991) Prólogo a la versión russa del libro de E. Thorndike “Principios enseñanza basados a la psicología”. In: ______. Obras Escogidas. Tomo I. Madrid: Visor y Ministerio de Educación y Ciencia.
VIGOTSKI, L. S. (1926/2003) Psicologia pedagógica. Porto Alegre: Artmed.
VIGOTSKI, L. S. (1926/2004) Psicologia pedagógica. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes.
VIGOTSKI, L. S. (1927/1991) El significado historico de la crisis de la psicología: una investigación metodológica. In: ______. Obras escogidas - Tomo I. Madrid: Visor y Ministerio de Educación y Ciencia.
VIGOTSKI, L. S. (1930/1991) La psique, la conciencia, el inconsciente. In: ______. Obras escogidas - Tomo I. Madrid: Visor y Ministerio de Educación y Ciencia.
VIGOTSKI, L. S. (1932/1998) As emoções e seu desenvolvimento na infância. In: ______. O desenvolvimento psicológico na infância. São Paulo: Martins Fontes.
VIGOTSKI, L. S. (1931-33/2004) Teoría de las emociones: studio histórico-psicológico. Madrid: Akal Universitaria.
VIGOTSKI, L. S. (1934/1991) El problema de la conciencia. In: ______. Obras escogidas - Tomo I. Madrid: Visor y Ministerio de Educación y Ciencia.
VIGOTSKI, L. S. (1934/2001) A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes.
WERTSCH, J. V. (1985) Vygotsky and the social formation of Mind. Cam-bridge, Massachusetts and London, England: Harvard University Press.
Achilles.
Umuarama, 09 de dezembro de 2009
Vigotski e a prtica do psiclogo
BAKHTIN, M. M. (1929/1997) Problemas da poética de Dostoievski. 3. ed. re-vista. Rio de Janeiro: Forense Universitária.
BOAL, A. (1975/1988) Teatro do oprimido: e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
BRANDÃO, J. (1992) Teatro grego: origem e evolução. São Paulo: Ars Poética.
BRUNER, J. S. (2005) Concepções da infância: Freud. Piaget, Vigotski. Trad.: Achilles Delari Junior. Mimeo. Piracicaba.
CHASIN, J. (1999) Ad hominem: rota e prospectiva de um projeto marxista. In: Ensaios Ad Hominem. N. 1. Tomo I – Marxismo. São Paulo: Estudos e Edições Ad Hominem.
DELARI JR. A. (2001) O problema da subjetivação numa abordagem histórico-cultural: anotações iniciais para um trabalho de revisão crítica.
DELARI JR., A. (2009a) Discípulos involuntários de Descartes: críticas de Vigotski a teorias dualistas das emoções. Mimeo. Umuarama. 7 p.
DELARI JR., A. (2009b) Vigotski e a prática do psicólogo: em percurso da psicologia geral à aplicada. Mimeo. Umuarama. 40 p.
DELARI JR., A.; BOBROVA PASSOS, Iu. V. (2009) Alguns sentidos da palavra “perejivanie” em L. S. Vigotski: notas para estudo futuro junto à psicologia russa. Mimeo. Umuarama/Ivanovo. 40 p.
FREUD, S. (1914/1978) A história do movimento psicanalítico. In: ______. Freud. (Os Pensadores). São Paulo: Abril Cultural.
FREUD, S. (1927/1978) O futuro de uma ilusão. In: ______. Freud. (Os Pensa-dores). São Paulo: Abril Cultural.
FREUD, S. (1938/1978) Esboço de psicanálise. In: ______. Freud. (Os Pensado-res). São Paulo: Abril Cultural.
KOZULIN, A. (1990) Vygotsky’s psychology: a biography of ideas. Cambridge: Harvard University Press.
LOPARIC, Z. (2001) Theodor Lipps: uma fonte esquecida do paradigma freudia-no. In: Natureza Humana 3(2): 315-331, jul.-dez. 2001.
LUCIANO (1998) Diálogo dos mortos. Brasília: Editora Universidade de Brasí-lia.
LURIA, A. R. (1925/2002) Psychoanalysis as a system of monistic psychology. In: Journal of Russian and East European Psychology, vol. 40, no. 1, January–February, 2002, pp. 26–53.
PUZIREI, A. A. (1989) Prefacio. In: LEONTIEV, A. N.; LURIA, A. R.; VI-GOTSKI, L. S. El proceso de formación de la psicología marxista. Moscú: Edi-torial Progresso.
RUBINSHTEIN, S. L. (1940/1967) Principios de psicología general. México: Grijalbo.
TORRES FILHO, R. R. (1980) Schopenhauer: vida e obra. In: SCHOPENHAUER, A. Schopenhauer. (Os Pensadores) São Paulo: Abril Cultural.
VALSINER, J.; VAN DER VEER, R. (1991/1996) Vygotsky: uma síntese. São Paulo: Loyola: Unimarco.
VERESOV, N. (1999) Undiscovered Vygotsky: etudes on the pre-history of cul-tural-historical psychology. Frankfur am Main, Berlin, Bern, Bruxelles, New York, Wien: Peter Lang.
VIGOTSKI, L. S. (1925/1999) Psicologia da arte. São Paulo: Martins Fontes.
VIGOTSKI, L. S. (1926/1991) Prólogo a la versión russa del libro de E. Thorndike “Principios enseñanza basados a la psicología”. In: ______. Obras Escogidas. Tomo I. Madrid: Visor y Ministerio de Educación y Ciencia.
VIGOTSKI, L. S. (1926/2003) Psicologia pedagógica. Porto Alegre: Artmed.
VIGOTSKI, L. S. (1926/2004) Psicologia pedagógica. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes.
VIGOTSKI, L. S. (1927/1991) El significado historico de la crisis de la psicología: una investigación metodológica. In: ______. Obras escogidas - Tomo I. Madrid: Visor y Ministerio de Educación y Ciencia.
VIGOTSKI, L. S. (1930/1991) La psique, la conciencia, el inconsciente. In: ______. Obras escogidas - Tomo I. Madrid: Visor y Ministerio de Educación y Ciencia.
VIGOTSKI, L. S. (1932/1998) As emoções e seu desenvolvimento na infância. In: ______. O desenvolvimento psicológico na infância. São Paulo: Martins Fontes.
VIGOTSKI, L. S. (1931-33/2004) Teoría de las emociones: studio histórico-psicológico. Madrid: Akal Universitaria.
VIGOTSKI, L. S. (1934/1991) El problema de la conciencia. In: ______. Obras escogidas - Tomo I. Madrid: Visor y Ministerio de Educación y Ciencia.
VIGOTSKI, L. S. (1934/2001) A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes.
WERTSCH, J. V. (1985) Vygotsky and the social formation of Mind. Cam-bridge, Massachusetts and London, England: Harvard University Press.
Achilles.
Umuarama, 09 de dezembro de 2009






